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Filmagem do Parto

Posted: quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Casamos novos. Ela com 19 e eu com 20 anos de idade.

Lua-de-mel, viagens, mobílias na casa alugada, prestações da casa própria e o primeiro bebê.

Anos oitenta e a moda era ter uma filmadora do Paraguai. Sempre tinha um vizinho ou amigo contrabandista disposto a trazer aquela muambazinha por um preço módico.

Ela tinha vergonha, mas eu desejava eternizar aquele momento.

Invadi a sala de parto com a câmera no ombro e chorei enquanto filmava o parto do meu primeiro filho. Todo mundo que chegava lá em casa era obrigado a assistir ao filme.

Perdi a conta das cópias que fiz do parto e distribuí entre amigos, parentes e parentes dos amigos. Meu filho e minha esposa eram os meus orgulhos.

Três anos depois, novo parto, nova filmagem, nova crise de choro.

Como ela categoricamente disse que não queria que eu filmasse, invadi a sala de parto mais uma vez com a câmera ao ombro.

As pessoas que me conhecem sabem que havia apenas amor de pai e marido naquele ato.

O fato de fazer diversas cópias da fita era apenas uma demonstração de meu orgulho.

Nada que se comparasse ao fato de ela, essa semana, invadir a sala do meu urologista, câmera ao ombro, filmando o meu exame de próstata.

Eu lá, com as pernas naquelas malditas perneiras, o cara com um dedo (ele jura que era só um!) quase na minha garganta e minha mulher gritando:

- Ah! Doutoor! Que maravilha! Vou fazer duas mil cópias dessa fita! Semana que vem estou enviando uma para o senhor!

Meus olhos saindo da órbita a fuzilaram, mas a dor era tanta que não conseguia falar. O miserável do médico girou o dedo e eu vi o teto a dois centímetros do meu nariz. A mulher continuou a gritar, como um diretor de cinema:

- Isso, doutor! Agora gire de novo, mais devagar. Vou dar um close agora...

Alcancei um sapato no chão e joguei na f.d.p.!

Agora, estou escrevendo este e-mail, pedindo aos amigos que receberem uma cópia do filme, que o enviem de volta para mim sem assisti-lo. Eu pago o reembolso. E depois, a cerveja.

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So far or so it seems
All is lost with nothing fulfilled
Off the pages and the T.V. screen
Another world where nothing's true
Tripping through the life fantastic
Lose a step and never get up
Left alone with a cold blank stare
I feel like giving up
I was blinded by a paradise
Utopia high in the sky
A dream that only drowned me
Deep in sorrow, wondering why

Oh come let us adore him
Abuse and then ignore him
No matter what, don't let him be
Let's feed upon his misery
Then string him up for all the world to see

I'm sick of all you hypocrites
Holding me at bay
And I don't need your sympathy
To get me through the day
Seasons change and so can I
Hold on Boy, no time to cry
Untie these strings, I'm climbing down
I won't let them push me away

Oh come let us adore him
Abuse and then ignore him
No matter what, don't let him be
Let's feed upon his misery
Now it's time for them to deal with me



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